é mais fácil culpar os outros
do que ver seus próprios erros;
é mais fácil calar os gritos
de um moribundo em desespero
pois a dor que ele sente
não vai curar a sua, de qualquer forma
e como só se busca consolo
(somos egoístas quando feridos),
quando a dor o abraça,
você fecha seus olhos para o mundo.
as trevas são frias,
a solidão é ainda mais
mas por que
continuamos insistindo nos mesmos erros,
fugindo uns dos outros
apenas para ferirmo-nos mais?
eu, por alguns instantes
quase acreditei
que a beleza do que tivemos
poderia ressuscitar;
mas percebo
em todo o rancor que foi cuspido
que já é tarde demais...
na verdade, talvez tenha sempre sido
(too late, too late for your dreams, little boy!)
mas nós batalhamos
nos sujamos nos detritos
de um mundo insensível...
e sangramos, sangramos, sangramos...
despejamos o sagrado sangue dos inocentes, dos tolos...
...tudo em busca de um sonho que se desfaz como fumaça ao vento...
para que insistir em causas perdidas?
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
anseio pelo que me é negado.
ânsia de sorver beijos
de cálidos sorrisos...
o coração apertado no peito,
ser rumo e sem ação.
o desejo queimando a alma,
tornando irrequieta a mente,
e inconseqüente a carne...
quanto mais me é negado,
mais o quero...
...
desperto sobressaltada
com o sonho
que me assaltou na madrugada...
sonhei possuir seus róseos lábios,
sentir o calor de sua carne alva...
sonhei tê-lo junto a mim,
insânia e luxúria ditando nossos atos...
sonhei êxtases compartilhados,
paraísos inimagináveis...
e acordei
com medo
que pudesses descobrir como te abrigo em meus sonhos...
[como em minh'alma...]
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
grandes olhos, pequeno coração inquieto.
tantas palavras na garganta
que você nunca vai ouvir...
são segredos, esperanças,
explicações e desculpas...
sei que não são o bastante,
mas é só
o que posso oferecer...
para sempre vou carregar
as cicatrizes e lembranças
daquilo que abdiquei...
espero estar fazendo a coisa certa,
escolhendo o que acho melhor,
separando nossos caminhos...
o preço a pagar é alto
por erros que não posso corrigir,
meus receios, arrependimentos,
de nada valem à essa altura...
cheguei ao ponto de onde não há volta
e não sei
se vou passar no teste.
boa sorte,
pequena criança,
que o dedo gélido e cruel do infortúnio
não lhe alcance jamais...
adeus,
pequena criança,
seja feliz
e nunca olhe para trás.
que você nunca vai ouvir...
são segredos, esperanças,
explicações e desculpas...
sei que não são o bastante,
mas é só
o que posso oferecer...
para sempre vou carregar
as cicatrizes e lembranças
daquilo que abdiquei...
espero estar fazendo a coisa certa,
escolhendo o que acho melhor,
separando nossos caminhos...
o preço a pagar é alto
por erros que não posso corrigir,
meus receios, arrependimentos,
de nada valem à essa altura...
cheguei ao ponto de onde não há volta
e não sei
se vou passar no teste.
boa sorte,
pequena criança,
que o dedo gélido e cruel do infortúnio
não lhe alcance jamais...
adeus,
pequena criança,
seja feliz
e nunca olhe para trás.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
palavras para alguém que nem sabe o quanto é importante...
em sonhos,
relembro risadas,
recordo do cheiro,
do gosto,
de tudo aquilo
que está longe demais para mim...
...
inalcançável...
distante, tão almejado, e nem imagina...
meus sorrisos brotam
espontâneos como flores
à simples menção de seu nome...
e o desespero rondando-me,
o pavor de novo sentimento (não-correspondido),
a insânia de uma afeição tão repentina...
...
preciso fugir de tudo isso...
mas quem disse que consigo?
relembro risadas,
recordo do cheiro,
do gosto,
de tudo aquilo
que está longe demais para mim...
...
inalcançável...
distante, tão almejado, e nem imagina...
meus sorrisos brotam
espontâneos como flores
à simples menção de seu nome...
e o desespero rondando-me,
o pavor de novo sentimento (não-correspondido),
a insânia de uma afeição tão repentina...
...
preciso fugir de tudo isso...
mas quem disse que consigo?
quinta-feira, 2 de julho de 2009
sobre noites frias e colchões vazios
de olhos fechados.
tocar aquela carne quente, alva e tenra com meus dedos gelados...
o colchão, que até a noite anterior parecia imenso, diminui de tamanho a ponto de eu quase não caber, mas é bom sentir-me pequena perto dele.
seu corpo, como um violino bem afinado, reage a cada toque, com suspiros e gemidos que tirariam qualquer um do sério...
posso ainda sentir seu cheiro, seu calor, seu gosto... mas eles não estão mais aqui...
a noite parece tão mais fria do que antes dessas memórias, o quarto parece tão mais vazio...
ele não vai voltar, e essa certeza que me dá liberdade para fantasiar sobre cada aspecto seu...
ele só é tão perfeito por não estar aqui, por ter deixado um lugar vago na cama que não mais será ocupado como foi por ele.
as memórias são mais doces e vívidas quando os momentos que retratam foram curtos o suficiente para deixar a vontade, e não a decepção.
tocar aquela carne quente, alva e tenra com meus dedos gelados...
o colchão, que até a noite anterior parecia imenso, diminui de tamanho a ponto de eu quase não caber, mas é bom sentir-me pequena perto dele.
seu corpo, como um violino bem afinado, reage a cada toque, com suspiros e gemidos que tirariam qualquer um do sério...
posso ainda sentir seu cheiro, seu calor, seu gosto... mas eles não estão mais aqui...
a noite parece tão mais fria do que antes dessas memórias, o quarto parece tão mais vazio...
ele não vai voltar, e essa certeza que me dá liberdade para fantasiar sobre cada aspecto seu...
ele só é tão perfeito por não estar aqui, por ter deixado um lugar vago na cama que não mais será ocupado como foi por ele.
as memórias são mais doces e vívidas quando os momentos que retratam foram curtos o suficiente para deixar a vontade, e não a decepção.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
friday night.
sexta-feira.
noite.
vazia.
os cigarros e o café não saciam.
o corpo anseia por abraços, por risos, por beijos.
a carne palpita com um desejo reprimido, que não será saciado.
a mente, febril, fantasia.
e as fantasias ganham proporções que não podem ser controladas.
carne tenra, quente, implorando para ser tocada, ferida, apreciada.
o cheiro da pele, o gosto, o sangue correndo indômito.
o gosto da saliva, lábios que se tocam, que se cortejam, que se perdem na loucura da lascívia.
as mordidas, os arranhões, as chagas que a paixão e o desejo impõem para sentirem-se satisfeitos.
entrega mútua, delírio, êxtases inimagináveis e inenarráveis.
sangue, suor, instinto.
dois corpos ligados, desafiando as leis da física e da razão.
e o despertar ofegante, o desespero e a frustração de uma mente fértil demais.
[a temática é meio semelhante ao conto "this-is", de um grande amigo meu, mas a inspiração é bem diferente... este é só um desabafo de desejos sexuais não satisfeitos... não aspiro à genialidade que ele conseguiu passar em seu texto.]
noite.
vazia.
os cigarros e o café não saciam.
o corpo anseia por abraços, por risos, por beijos.
a carne palpita com um desejo reprimido, que não será saciado.
a mente, febril, fantasia.
e as fantasias ganham proporções que não podem ser controladas.
carne tenra, quente, implorando para ser tocada, ferida, apreciada.
o cheiro da pele, o gosto, o sangue correndo indômito.
o gosto da saliva, lábios que se tocam, que se cortejam, que se perdem na loucura da lascívia.
as mordidas, os arranhões, as chagas que a paixão e o desejo impõem para sentirem-se satisfeitos.
entrega mútua, delírio, êxtases inimagináveis e inenarráveis.
sangue, suor, instinto.
dois corpos ligados, desafiando as leis da física e da razão.
e o despertar ofegante, o desespero e a frustração de uma mente fértil demais.
[a temática é meio semelhante ao conto "this-is", de um grande amigo meu, mas a inspiração é bem diferente... este é só um desabafo de desejos sexuais não satisfeitos... não aspiro à genialidade que ele conseguiu passar em seu texto.]
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